quarta-feira, março 10, 2010
Eles eram irmãos. Ele me seduziu antes, e por anos nossa relação foi exclusiva. Bastante tumultuada, é verdade. Meu amor por ele era tamanho, que por anos eu nem a notei. A primeira vez que fiquei com ela resolvi que ia deixá-lo, e assim foi por anos. Até q ela me abandonou e eu voltei pra ele. E fico com ele, mas nunca quando estou com ela, pois as duas coisas parecem incompatíveis. Na verdade, já tentei ficar com os dois, mas ela me mandou escolher. E, sem precisar perguntar ao oráculo, eu a escolhi, sem sombra de dúvidas, inteira e entregue, que o pai Zeus nos dê sua benção.
quarta-feira, junho 17, 2009
Durante décadas o Brega sobreviveu no interior dos Estados e nos quartos dos fundos das grandes metrópoles. Tido como um estilo para gente pobre, ignorante e “sem cultura”, fustigado pelas elites intelectuais e/ou econômicas - que em certos casos cantavam a plenos pulmões hits dos anos 70 como I will survive, mas torciam o nariz para Odair José – o brega assim foi traçando sua trajetória de sucessos.
Artistas como Raul Seixas, que chegou a tocar para platéias de empregadas domésticas e garis no início de sua carreira, Wanderléia, Roberto Carlos e outros que começavam a tocar pop- rock no Brasil eram tidos como cafonas e alienados, enquanto a facção intelectualizada era seguidora de Chico, Caetano, Gal e toda a turma da Tropicália, ícones da luta contra o regime militar.
É Como se houvesse um apartheid na música: Música de branco X música de preto. Música de pobre X música de rico. Música de engajados X músicas de alienados.
Enquanto possivelmente houve uma identificação da população com as letras fáceis e cotidianas do Brega, que possivelmente se sentia retratada em sua letras, a classe média incutiu no gênero um preconceito tão arraigado, que até a própria população de baixa renda passou a olhá-lo com maus olhos. Como se a classe média conseguisse plantar nessas pessoas um preconceito contra si mesmas, fato interessante e que ocorre em vários campos, não apenas no musical, mas no cultural e social de maneira bem ampla.(Me lembra o Hotel Ruanda, onde as pessoas se sentiam parte de um grupo porque os brancos estrangeiros os dividiam assim.) Essa imposição de uma cultura dominante é muito subjetiva, mas ao mesmo tempo extremamente palpável. Os conceitos não são engessados, eles mudam com o tempo, assim como a sociedade e os conceitos morais. O Brega tão criticado nos anos 60 e 70 hoje é cult. Agora é cool gostar do Samba de Cartola, Noel Rosa e Lupicínio, que sendo uma música surgida no morro, também era marginalizada.
As opiniões são tão volúveis e preconceituosas, que, uma mesma música, gravada por um intérprete diferente, ou num ritmo diferente pode causar impressões completamente diversas numa mesma pessoa.
Então, o que é brega e o que é chique? Expoentes da MPB como Caetano, Chico, Bethânia e João Gilberto gravaram recentemente clássicos do brega como Sozinho de Peninha, Você não me ensinou a te esquecer de Fernando Mendes, Fera Ferida de Roberto Carlos, Ronda, de Paulo Vanzolini. Em contrapartida, na década de 60, a cantora Maysa, ícone da música de fossa, foi tida como brega pelos representantes da bossa nova, mas ainda assim, foi ela que ajudou a legitimar o gênero.
Causa espécie a volatilidade das opiniões. É comum ver atualmente festas onde tocam músicas dos anos 80, como hits de Gretchen, Sidney Magal e Beto Barbosa e os jovens se acabando na pista de dança. Como essa geração, filha daquela que era jovem em 60 e 70 aprecia tanto aquilo que era refutado pelos pais? Será que isso mais uma vez prova que a identificação dos jovens é com tudo que nega as gerações anteriores? Não se sabe o que determina essa linha tênue, mas, creia, música também têm mobilidade social. Música pode ser Brega hoje... E cult amanhã!
“Não deixe o Brega morrer, desse jeito pode acabar...”
Da mistura rítmica à reviravolta industrial.
Sobejantes as tendências naturais, pois segundo Stuart Hall, com a globalização a tendência é a cultura local e global se fundirem, dando origem ao novo, desconfio que o Brega também o fez por uma questão de legitimação. Ariano Suassuna costuma dizer que quando Chico Science misturou o rock ao maracatu, equivocou-se ao achar que estaria agregando valor ao maracatu - que é uma coisa boa – misturando-o com o rock, que é uma coisa ruim. É a melhor ilustração possível do radicalismo que move certos intelectuais reacionários, na sua busca (lembra o fascismo) para manter a “cultura pura”, sem as nojentas misturas com as culturas estrangeiras. Xenofobias à parte, para a infelicidade destes, essa pureza é cada vez mais rara. Manter a cultura intacta aos estrangeirismos e sua influências custaria o isolamento, e talvez ainda assim fosse impossível. A tendência das identidades e da própria indústria é que o global e o local, fundem-se dando origem ao glocal.
Se você transforma uma música famosa e socialmente aceita pra o ritmo Brega, e ela passa a ser aceita por setores da sociedade que antes à rejeitavam, a fórmula da mistura das identidades, funciona, ainda que desagrade aos seus combatentes mais empedernidos.
A revolução cultural-industrial que vem ocorrendo na música de uma maneira geral, deve-se em grande parte, às novas tecnologias surgidas. Com a internet e os aviões, e a migração cada vez mais constante, por vários motivos, e muitos outros fatores, as culturas misturam-se cada vez mais rápido, sumindo, ou não, e dando origem às novas manifestações. Claro que isso é uma coisa que ocorre há séculos, um bom exemplo é a colonização do Brasil, mas o que muda é a velocidade lancinante com que ocorre, devido a disseminação de dados via internet.
Outro fator de mudança são os programas de computador que permitem a mixagem e sampleamento em casa, ou em pequenos estúdios semi-caseiros. No Pará, devido à sua proximidade e limites fronteiriços com inúmeros países, misturou-se desde sempre o Brega com outros gêneros, como , Lambada, Merengue, Xote, Zouk, Forró, entre outros. Essa mistura deu início ao Brega-pop, que foi sendo atualizado ao Calipso, originado do ritmo caribenho homônimo. Hoje é possível encontrar, mais de 20 tendências do bregapop. As mixagens são feitas em pequenos estúdios ou nas próprias residências, e distribuídas para as carrocinhas de CDS “Piratas” e para as aparelhagens. A indústria teve que mudar e adaptar-se às novas tecnologias, passando a fazer do CD não um instrumento de ganhar dinheiro, mas sim de divulgação para venda de outro produto: Os Shows.
Desde o início da revolução industrial, até os dias de hoje, as músicas ditas “comerciais” não são vistas com bons olhos. Resquícios do catolicismo são responsáveis por esse senso-comum que o dinheiro é prejudicial, ao contrário dos evangélicos, que creem que prosperar também é uma graça Divina.
As críticas ferrenhas vieram também da academia, não esquecendo que Adorno, em A Dialética do Esclarecimento, ainda achava que a arte não era mercadoria, mas sim expressão pura e simples.
Hoje a música é cada vez mais pensada e criada, acima de tudo, para vender. No entanto, é impossível que se separe totalmente os fins comerciais de características e sentimentos de quem a faz. Então, todos os gêneros comerciais ou não, carregam em seu D.N.A idiossincrasias de seus criadores. Não será também uma forma legítima de expressão? Quem pode decretar essa legitimação ou não? Será que as vendas atestam alguma coisa? “Vox populi, vox Dei”?
Referências Bibliográficas
Brega Pop - do Brega Pop ao Calypso do Pará
HowStuffWorks - Música Brega
Brega Pop - Tecnobrega - A música paralela
Bregapop – O Portal da música paraense
terça-feira, junho 16, 2009
O Brega tem como precursora a música de fossa e dor-de-cotovelo em geral, muito difundida no Brasil nas décadas de 20 e 30, que poderia ser chamada de brega, mas não é. Até porque até então não cumpria a função social do brega. Mas que função é essa? O que é brega?
Brega é muito mais um estado de espírito, do que apenas uma música. Brega é antes de tudo um conceito estilístico, bem antes de ser um ritmo. Brega é um termo pejorativo, e essa música até então era socialmente aceita. Então ainda não era brega.
Mas foi com os mesmo DNA, que, com o passar dos anos, o brega veio a crescer, e ser assim chamado. É considerado o pai do brega o saudoso Waldick Soriano, a partir da década de 50. Então, são irmãos do brega: As serestas, sambas-canções e boleros da época, interpretados por Nelson Ned, Agnaldo Timóteo, Moacir Franco, Vicente Celestino, entre outros. É difícil chegar a um denominador comum quando se trata de definir o que é brega. Uma boa definição é a da jornalista Miriam Fávaro:
“A música brega pode ser identificada como uma estética do exagero. Suas letras românticas, dramáticas ou eróticas demais, somadas à interpretação, ao gestual e ao figurino também exagerados, conferem uma característica marcante ao gênero”.
Poderíamos enquadrar então inúmeros artistas no rótulo brega, ao adotarmos um conceito meramente estilístico para definí-los. Será que o pessoal da Jovem-Guarda é brega? Será que o “rei” Roberto Carlos é brega? E que tal a mundialmente famosa musa do pop, Madonna?
Para a antropóloga e historiadora Adriana Facina, há vários padrões estéticos que são comuns ao estilo brega. Eles se revelam nos temas, no vestuário, nos gestuais e na forma de cantar. Um desses padrões é o romantismo exagerado, que já estava presente nas canções brasileiras desde o início dos anos 30. Sendo assim, fica clara a compreensão de que o brega independe do ritmo, de quem canta e de quem ouve. Será que isso é suficiente para delimitar o que é brega? É pouco. Para saber o que é ser brega, é preciso sentir o peso de carregar esse estigma. É preciso sofrer com o rótulo tanto quanto seus intérpretes parecem sofrer cantando, ou seus compositores nas letras das músicas.
O brega para ser brega necessita de um contexto. Em especial, de um contexto social, onde esse tipo de música sempre sofreu discriminação e foi tachado de música para pobres, para pessoas sem cultura.
Para nós, Brega vai ser o que, além da estética, sofre preconceito social. Podemos ver no dicionário que brega é um termo pejorativo. Então para nós, só é brega o que, além de esteticamente, o é socialmente.
História do Brega
No final dos anos 50, o desenvolvimento urbano, o crescimento econômico e a liberdade política fizeram surgir no Brasil uma juventude de classe média pronta para consumir novos bens reais e simbólicos mais de acordo com a modernidade daqueles tempos. Surgiu então a bossa nova, que trouxe uma forma minimalista de cantar, atuar e tocar, além de letras leves e uma harmonia sofisticada. Por contrastar totalmente com o excesso do estilo anterior, acertou em cheio nas preferências daquele novo consumidor urbano. O estilo romântico antigo passou então a ser classificado como de mau gosto ou “cafona”, conforme classificação dada pelo jornalista Carlos Imperial no começo dos anos 60.
O Brega (aquele que cumpre a sua função social) surgiu nos anos 50, junto com um série de mudanças sociais, econômicas, politicas e culturais. A juventude, que até então não tinha uma música só para si, e que tem por costume desde sempre negar o que é oriundo de gerações anteriores, prontamente passou adorar a Bossa Nova em detrimento da música romântica.
Para azar de seus ícones e epígonos, o contexto político da época não ajudava. A música era um instrumento de protesto e o brega considerado alienado, aumentando o fosso entre elas para o campo ideológico. Até a Jovem-Guarda era considerada cafona. Enquanto o regime militar procurava censurar qualquer manifestação que fosse contrária à ele, a MPB, novo gênero recém-surgido, tentava burlar a repressão com metáforas, e a música brega cantava o dia-a-dia de pessoas do povo, comuns, ganhando assim mais espaço na mídia que a “maldita” MPB. Tornou-se a principal opção para a indústria fonográfica e os meios de comunicação de massa. Até hoje o brega guarda esse estigma de música comercial. Não só de música. De qualquer coisa comercial e popularesca em geral, como é possível acompanhar na definição de um famoso dicionário:
“Que apela para o gosto popular: programas de TV bregas”
“Diz-se de música com exageros de romantismo e dramaticidade, geralmente feita para as camadas populares”
Há dificuldades para classificar o Brega enquanto gênero musical inserido ou não na indústria cultural, devido às suas subdivisões; ele oscila entre indústria e resistência em alguns momentos da história, porém passando a maioria absoluta do tempo inserido na indústria. Afinal, esse conceito é bastante abstrato, em especial no Brasil, onde a classe média economicamente dominante é completamente heterogênea e não necessariamente é também a classe intelectualmente mais favorecida.
Entretanto é fácil classificá-lo fazendo um apanhado geral, com números absurdos. Gretchen vendeu cinco milhões de discos no Brasil e dois milhões entre Argentina, Paraguai e Uruguai apenas com o disco My Name is Gretchen. Ela se apresentou na Coréia do Sul, por toda Europa e Estados Unidos, inclusive com shows de lambada, ritmo que era um hit nos anos 90. Até hoje é presente em shows, na tv e em disco, e é por muitos reconhecida como a pioneira de um estilo. Assim como Beto Barbosa que chegou a vender cerca de 6 milhões de cópias, conquistando dois discos de diamante, sete de ouro e outros sete de platina-duplo, além de cantar na Europa, África e Estados Unidos. José augusto Até 2008, vendeu aproximadamente 20 milhões de discos em todo o mundo. Depois de Roberto Carlos, é o artista brasileiro que mais vendeu discos na América Latina.
Mais recentemente o fenômeno Calypso além das boas vendas a banda ganhou o título de artistas mais populares do pais no mundo da musica, seguidos deles a dupla Zezé di Camargo e Luciano, nessa mesma lista nomes como Roberto Carlos, Ivete Sangalo também foram citados.
quinta-feira, junho 11, 2009
Alguém sabe o que é brega?
Ao longo da semana eu vou publicando aqui textinhos.
O QUE É BREGA?
1 Bras. Pop. Que não é refinado nos modos ou na maneira de vestir (pessoa brega); CAFONA; CARETA
2 Que não é chique ou estiloso (roupa brega); CAFONA
3 Que apela para o gosto popular: programas de TV bregas
4 Diz-se de música com exageros de romantismo e dramaticidade, ger. feita para as camadas populares
5 Diz-se de cantor desse gênero de música
6 Pessoa brega (1)
7 A música brega como gênero musical
[F.: De origem obscura]
Dicionário Digital Aulete
Acepções
Regionalismo: Brasil. Uso: informal, pejorativo.
1 que ou quem não tem finura de maneiras; cafona
2 de mau gosto, sem refinamento, segundo o ponto de vista de quem julga
2.1 m.q. kitsch (adj.)
3 de qualidade reles, inferior
Regionalismo: Bahia. Uso: informal.
4 zona de meretrício
Etimologia
origem obscura
Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
A palavra brega deriva da Rua Manuel da Nóbrega, em Salvador, rua esta que ficava numa região de meretrício da capital baiana. Com o tempo, a primeira sílaba da placa com o nome da rua foi ficando corroída e as pessoas passaram a se referir aos prostíbulos dessa região como "brega". A partir disso, o termo se espalhou e, até os anos 1970, tinha também o sentido de "desordem", "confusão", através de expressões como: "isto aqui está o maior brega!", "que brega é esse?", etc, associando um ambiente, ou situação qualquer, ao caos de um "brega" . No início dos anos 1980, o compositor Eduardo Dusek, depois de uma passagem por Salvador, usou a expressão na composição "E o Vento Levou Black", mas conhecida como "Brega-Chic", porém com um sentido diferente da gíria baiana: no novo sucesso de Dusek, a palavra "brega" estava associada a tudo o que fosse "deselegante", "cafona" ou "foleiro", em uma clara referência ao estilo dos freqüentadores da "Zona do Brega". Outra origem provável para a palavra brega seria originária do Rio de Janeiro, como uma corruptela da gíria "breguete", palavra pejorativa e preconceituosa, usada pela classe média para designar empregadas domésticas e que por extensão passou a designar também seu gosto característico de origem popular.
Fonte: Wikipedia.
:)
quarta-feira, outubro 12, 2005
| Quentin Tarantino Your film will be 41% romantic, 31% comedy, 55% complex plot, and a $ 49 million budget. |
| Wow! What a life you have led thus far! Action-packed, anti-social with probably dark humor. Quentin hasn't really made many films, but each successive one is a bigger and grander project ... and more violent. Karate CHOP! Your life story will probably star Michael Madsen, Uma Thurman, or some TV or movie star from the 1980s for which your film will be the comeback -- let's say Emilio Estevez. Maybe. Now that the QT is dating Sofia Coppola, maybe he'll get some tips about putting some lump-in-the-throat romantic moments in his films. Quentin's short directing resume includes Reservoir Dogs, Pulp Fiction, Jackie Brown, and Kill Bill Vols. 1 & 2. |
| Link: The Director Who Films Your Life Test written by bingomosquito on Ok Cupid, home of the 32-Type Dating Test |
quarta-feira, julho 28, 2004
Bem, me viciei em fotologs. Vistem o meu:
fotolog.net/bonvivant
tchau
segunda-feira, junho 21, 2004
Preciso descansar. A velocidade das coisas e a necessidade de controle me assustam. Eh isso.
Ate mais.
quarta-feira, junho 16, 2004
Barão Vermelho
Por você eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio a Salvador
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia pra virar burguês
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você, por você
Por você, por você...
Por você, eu conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria à prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você, por você
Por você, por você
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você, por você
Por você, por você...
Por você, por você
Por você...
Eu faria tudo isso e muito mais. Eu mudaria minha vida, eu moraria na ilha quadrada, eu me daria por inteiro, eu morreria, e ate viveria por uma pessoa, mas...
Não Vale A Pena (Pra vc)
Maria Rita
Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar
I
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
segunda-feira, junho 14, 2004
Chove chuva, chove sem parar, chove chuva, chove sem parar
Pois eu vou fazer uma prece pra Deus nosso senhor,
Pra chuva parar de molhar o meu divino amor
Que é muito lindo, é mais que o infinito, é puro e belo inocente como a flor
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim...
NAMORADOS
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma
lagarta listada?
A moça se lembrava:
- A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
- Antônia, você parece uma lagarta listada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
- Antônia, você é engraçada, você parece louca.
sexta-feira, junho 11, 2004
Caraca...Todo mundo a fim de ir pro dia dos namorados da metro. De ultima hora arrumo 3 convites e ninguem vai. :/
Fui trabalhar, neh?
Dai no meio do trabalho...de tanto ir de bar em bar olhando aquelas cervejas geladas...Um convite, um isopor de cervejas, um heliporto, um binohculo potente, um baseado, um ceu lindo, e a impressao(ou nao) de estar dentro de uma enorme redoma redonda, que muda de tom de acordo com a distancia.E eu que pensei que era expert em telhado, notei que ainda tenho muito que aprender.Muito o que subir na vida. E a subida ontem foi exponencial.
As luzes vermelhas do heliporto se misturando com as multifontes punctuais de luz da cidade...as luzes da cidade. as milhoes de janelas dando ideia de dimensoes infinitas e incalculaveis. Sensaçao de impotencia? Nunca. Voce esta olhando tudo aquilo ali de cima, como se estivesse no topo do mundo, como se fosse um deus enfezado que tudo ve, tudo ouve e tudo sabe.(e atira raios lah de cima qundo quer)Poder...Um ser que esta acima dos outros(literalmesnte). Muito acima. Mais de quarenta andares acima. A Manguetown torna-se pequena...Sinto que ainda tenho a cpacidade de comtemplaçao tao rara nos adultos. que coisa linda, que sensaçao de liberdade, força, de poder indescritivel!
A fumaça torna-se densa, as luzes dançam e misturam-se de varias cores e tamanhos. Eu comtemplo, onipotente, mas nem tanto, pois o frio e a fome me lembram que ainda sou gente.
"Eu coloco a minha vida em sua boca a cada beijo
Adoro os pequenos rituais da vida. O jeito que dormimos na diagonal. As nossas jantas especiais a cada aniversário de namoro. O momento em que levo a caixinha de suas lentes para a cama. A minha mania de acordar no meio da noite para dizer te amo muito. A pequena prova do meu suco de laranja no café da manhã. Beber o resto da água que você deixa no copo... A nossa rotina, meu amor, é apenas a vida nos dando pistas de que realmente nos completamos."
Posted at 11:40 by spectorama ::
O m~eu tambem era assim :)
Acabei com tudo, escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída
Mas saí ferido, sufocando o meu gemido
Fui o alvo perfeito muitas vezes no peito atingido
Animal arisco, domesticado esquece o risco
Me deixar enganar e até me levar por você
Eu sei, quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive morrendo aos poucos por amor
Eu sei, que o coração perdoa
Mas não esquece à toa e eu não esqueci
Não vou mudar, esse caso não tem solução
Sou fera ferida, no corpo e na alma
E no coração
terça-feira, junho 08, 2004
JA SEI NAMORAR
Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora, só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora, só me falta sair
Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora, só me falta ganhar
Não tenho juiz
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz
Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Tô te querendo como ninguém
Tô te querendo como Deus quiser
Tô te querendo como eu te quero
Tô te querendo como se quer
segunda-feira, junho 07, 2004
Gatas extraordinárias
Caetano Veloso
O amor me pegou
Eu não descanso enquanto não pegar
Aquela criatura
Saio na noite à procura
O batidão do meu coração na pista escura
Se pego ui me entrego e fui
Será que ela quererá será que ela quer
Será que meu sonho influi
Será que meu plano é bom
Será que é no tom
Será que ele se inclui
E as gatas extraordinárias que
Andam nos meios onde ela flui
Será que ela evolui
Será que ela evolui
E se ela evoluir será que isso me inclui
Tenho que pegar tenho que pegar
Tenho que pegar essa critura
O amor me pegou
Tenho que pegar tenho que pegar
Tenho que pegar tenho que pegar
Tenho que pegar tenho que pegar
quinta-feira, junho 03, 2004
Interessante, de bom gosto, e de um nivel excelente, eh o q tenho a dizer sobre ele.
Nao sei se laguem lembra, mas havia ha muitos anos atras um filme russo chamado um dia um gato, em que as pessoas expressavam emocoes atraves de cores.(o filme era todo em preto e branco).O amor era vermelho, a alegria rosa, a inveja amarela, a raiva roxa...e assim por diante.Elas ficavam todas da cor do que estavam sentindo.
Nao lembro se a tristeza era azul, mas boas novas pra quem gosta de mim...Minha fase azul passou. :)
SONETO DO DESMANTELO AZUL
(Carlos Pena Filho)
Então pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas.
Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar o azul nas coisas gratas,
Enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.
E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.
E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.
quarta-feira, junho 02, 2004
Os blogueiros antigos...Tipow, Nanda, Diego, Eu, Inertia, Vicky(um pouco), Acid burn Lisa e muitos outros ds antigas tao enjoando de bloggar e de seus blogs. Ou mudam de blog, de estilo, de template de tudo...
ou simplesmente param de escrever.
E ta surgindo uma nova geraçao de blogueiros: Liane, aninha, Abacate e muitos outros.
Nao eh lindo ? e eu jah sou veterana!
Preciso refazer esse blog urgente!!!Esse template ta me enjoando.
alguem ainda lê essa merda ?
Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer
Que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
te perder de vista assim é ruim demais
é por isso que atravesso o teu futuro
faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Leu no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
Por que eu já nem preciso
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais...
E essa tambem eh perfeita....
Acabou, agora tá tudo acabado
Seu vestido estampado
Dei a quem pudesse servir
Agora que eu não posso mais caber em ti
Não quero te ver
Dizem que você não quer mais me olhar
Como velhos desconhecidos
Se você não me escuta, eu não vou te chamar
O amor que eu dei, não foi o mesmo que eu vi acabar
O amor só mudou de cor, agora já tá desbotado
Corra, lá vem a tristeza atirando pra todos os lados
Pegue o vestido estampado
Guarde pra um carnaval
Guarde, que eu nunca te quis mal
Até o feriado, quarta-feira de cinzas e tá tudo acabado
Ana Carolina.
Mas n posso fazer nada. Acordei cantando: o povo fala...fala mesmo!!!E tambem faço samba e amor a qq hora(pq nao agora?)...
Mas a minha predileta...(pra vc)
Joana
>> Ana Carolina
Eu não gosto de Joana
Joana tem uma cara esquisita
Joana tem uma risada careta e maldita
Eu não gosto das suas unhas
E seu jeitinho de ainda vencerei
Joana é meio problemática
Perde tempo estudando física matemática
Joana lá com seus cadernos
Olha eu detesto a Joana
E seu rosto pálido de batom rosa
Joana nem gosta de prosa
Joana implica quando eu ponho Billie Holiday na vitrola
Joana não gosta quando eu escuto Billie Holiday na vitrola
Joana emburra quando eu escuto Billie Holiday na vitrola
Joana lá com seus cadernos
Essa é a canção que eu fiz no dia que eu tirei
Pra falar mal de Joana
Dedico também minha implicância
A essa canção sem importância
Mas sei que seremos eternos
Eu
Billie Holiday
E Joana lá com seus cadernos
Minha linda, estou com saudades...Para vc:
ONDE ANDA VOCÊ
E por falar em saudade
onde anda você
onde anda seus olhos
que a gente não vê
onde anda esse corpo
que me deixou morto de tanto prazer
e por falar em beleza
onde anda a canção
que se ouvia na noite
nos bares de então
onde a gente ficava
onde a gente se amava em total solidão
Hoje saio na noite vazia
numa boemia sem razão de ser
na rotina dos bares
que apesar dos pesares
me trazem você
E por falar em paixão
em razão de viver
você bem que podia me aparecer
nesses mesmos lugares
nas noites, nos bares
onde anda você
terça-feira, junho 01, 2004
O que fazer apos a capoeira amanha ???
jogo do brasil no downtown com chopp de gratis...
jogo do brasil no mad pud com noite do coyote e clone de chopp...
ou oitao com barata e vanessa???
well,well....
nao sei. Tou acostumada a sair e beber de graca nao.
uhauhauhauahuahuahuahuaha
o q vcs sugerem ?
hasta la vista
Ligo ou nao ligo ?????
Lig Lig Lig Lig Lig Lig Lig Lig Lig Lig Lig Lig!!!!!!!
uhauuhauhauhauhauh
Essa eh pra vc, Liane:
Cansei de ser seu palhaço
e ver você sorrir de mim
Cansei de seu desprezo
Por favor saia daqui
Cansei de sua indiferença,
de sua falta de paixão
Eu vou seguindo a minha vida
sem essa de solidão
(Falado)
Encostei ela na parede, botei o dedo na cara dela e disse:
- Olhe, sua cachorra, safada, pilantra e bandida.
Refrão:
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Saia daqui
não quero mais a sua cara, vá embora
não telefone nem me escreva, pois é hora
de te deixar e curtir a minha vida
Você não merece
nem meu respeito, nem minha consideração
vou te esquecer e te tirar do coração
e nesse jogo encontrar uma saída
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Cansei de ser seu palhaço
e ver você sorrir de mim
Cansei de seu desprezo
Por favor saia daqui
Cansei de sua indiferença,
de sua falta de paixão
Eu vou seguindo a minha vida
sem essa de solidão
Pois você brincou, brincou, brincou demais
feriu meus sentimentos
e fez da minha linda vida
apenas um tormento
Quero ver você sofrer bastante
e pagar por tudo que me fez
evitando lastimar
e esquecer que um dia eu te amei
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